domingo, 12 de abril de 2009
Noticia do DN
por KÁTIA CATULO
Sempre que há um "bocadinho de sol", Rafael Sardinha sai da escola, passa por casa para almoçar, pega na bicicleta e segue directo para o Parque da Ribeira das Jardas, no Cacém (Sintra). O programa que o adolescente tem para as suas tardes não é original. Mal chega ao "jardim", descobre que muitos outros tiveram a mesma ideia. "Depois da hora do almoço, isto está cheio de 'cotas', de malta a jogar à bola ou de pessoas que trazem os cães para passear", conta o miúdo de 14 anos que vive em Agualva.Os colegas de Rafael também aparecem no parque do Cacém todos os dias. Durante a semana, nunca combinam hora e ponto de encontro, porque já sabem onde estão os amigos, que antes se reuniam à entrada do Centro Comercial das Mercês ou no Shopping de Fitares, em Rio de Mouro.Até há bem pouco tempo, Alfredo Nóbrega, 78 anos, tinha de ir mais longe para conseguir "ler em paz" os diários desportivos: "Apanhava o comboio até Lisboa e depois ainda tinha de viajar de metro até à estação do Rato." Quase uma hora dentro dos transportes públicos para chegar à capital e ter direito a um lugar ao sol no Jardim da Estrela.Susete Fragoso transformou o novo espaço verde num restaurante ao ar livre. A funcionária do Centro Dietético do Cacém desce todos os dias a Avenida dos Bons Amigos e acomoda-se junto à ribeira para comer a refeição cozinhada em casa: "Não sou a única a fazer isto."A revolução nos hábitos de quem mora e trabalha nas duas freguesias de Sintra aconteceu da noite para o dia. O parque das Jardas nem sequer foi oficialmente inaugurado - mal as obras acabaram, a população tomou conta do espaço. E este é um dos principais factores que tornou a reabilitação desta zona num "caso de sucesso", explica José Veludo, do ateliê NPK, empresa responsável pelo projecto do Parque Linear do Cacém.Há cinco anos, quando a equipa de arquitectos paisagistas começou a trabalhar no projecto, a ribeira nem sequer estava ao alcance dos moradores. Uma muralha de habitações tapava o curso de água, que era um "autêntico esgoto a céu aberto", recorda José Veludo. Foi necessário demolir as casa construídas em leito de cheia para dar lugar ao único parque urbano que, desde Dezembro de 2007, serve os 70 mil habitantes do Cacém e de Agualva. A obra, uma das prioridades do programa Polis no Cacém, não é só um lugar de lazer. O projecto da NPK conjugou ainda estratégias para controlar as cheias e para repor a biodiversidade da flora. Não significa isto que as inundações sejam parte do passado, pois essa é uma missão impossível: "Agora a zona pode inundar, mas não ao ponto de pôr em risco a segurança das pessoas e dos seus bens", diz o arquitecto, esclarecendo que o parque foi projectado de forma a retardar a entrada das águas que chegam do Cacém e de Agualva. Resta acrescentar que os custos de manutenção dos 40 mil metros quadrados de espaço verde são reduzidos, porque 60% da área dispensa rega ou fertilizantes: "A maior parte do parque é constituído por zonas herbáceas que não requerem cuidados permanentes." in http://dn.sapo.pt/2008/04/21/sociedade/ribeira_jardas_devolvida_moradores_c.html
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Fauna e Flora da Ribeira das Jardas - Parte 3 (Os Peixes)
Após uma pesquisa na net, aqui ficam alguns excertos sobre este tema:
“...eu digo que são o mesmo peixe porque houve uma altura em que ia aos polvos aqui no Tejo com um amigo e para iscar as polveiras utilizava-mos precisamente esse peixe que apanhava-mos com uma fateixa aqui na ribeira de Caxias, a concentração era tal que para as apanhar bastava lançar a fateixa e puxar, em dez nove eram garrentos. Quanto ao garro acredito mais que seja uma defesa a águas poluídas visto que as grandes que apanhava-mos também apresentavam essa característica. “
http://www.pescaemsintra.com/phpBB3/viewtopic.php?f=46&t=4000&p=40304&hilit=+caxias#p40304
“A ligação entre Lisboa e Sintra por caminho-de-ferro apressa o aumento demográfico marcando o destino de Agualva-Cacém. Para trás ficam os tempos em que a ribeira das Jardas fertilizava as terras e movia as azenhas, oferecendo-se aos banhos da miudagem, aos amantes da pesca e aos piqueniques das famílias em férias.”
http://www.malhatlantica.pt/esferreiradias/hist_ag_cacem.htm
“Terra com algumas tradições, citamos por exemplo o uso da Ribeira das Jardas como zona de veraneio, lavagem de roupa e pesca; a caça organizada ao lobo e raposas por desporto e para redução destas espécies que devoravam as galinhas e os rebanhos de cabras e ovelhas, bem como a prática de cavalgar, que ainda hoje se pratica nas duas Escolas Equestres existentes na Freguesia.”
http://www.jf-cacem.com.pt/category/12.html
“Não foram encontrados peixes, mas os participantes dizem que custumam encontrar enguias junto ao lugar 1 (Ponte) “
http://missanga.org.googlepages.com/ProjectoRios1.27Out07.relatoriofinal.pdf
“Já recuperada da última descarga ocorrida há cerca de dois anos, a Ribeira de Barcarena já permitia a pesca das enguias, pelo que se podiam ver frequentemente pescadores nas suas margens.”
http://www.guiadacidade.pt/portugal/index.php?G=artigos.index&artid=13482&distritoid=11
“...Ribeira de Barcarena fosse um dos cursos de água com mais vida, chegando a serem pescadas enguias com 50 centímetros de comprimento.”
http://www.guiadacidade.pt/portugal/index.php?G=artigos.index&artid=12777&distritoid=11
“Carcaças de aves a apodrecer nas margens, enguias e bogas mortas no fundo das águas são alguns dos vestígios deixados...”
http://dn.sapo.pt/2006/07/04/cidades/descarga_poluentes_mata_aves_e_peixe.html
“Anuário de Pesca Desportiva de Carlos Bonniz ? Quem tem ? Relata os primórdios da competição em Portugal e algumas tentativas de povoamento na Ribeira de Colares e na Ribeira das Jardas....”
http://www.pescaemsintra.com/phpBB3/viewtopic.php?f=38&t=4488
Resumindo, através do excertos encontrados na net pode-se dizer que existem:
- Enguias e Bogas, na Ribeira propriamente dita.
- Na sua foz e na praia de Caxias é possivel encontrar “garrentos”, liças/tainhas, sargos, robalos, etc.
Eu por mim, posso dizer que enguias nunca vi, mas no troço do rio junto à zona da estação de Mira-Sintra, já avistei alguns cardumes de pequenos peixes, que julgo serem uma espécie de bogas ou algum peixe semelhante, pois são pequenos (5-7cm) e delgados e nadam a meia-água.
Junto à Igreja de Barcarena, observei que existe uma pequena fonte que está carregada de gambuzias. Esperemos que ninguém tenha a infeliz ideia de introduzir estes pequenos peixes na Ribeira.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Projecto Rios - Ribeira de Barcarena
"
Projectos
2007
Âmbito Nacional Indicações Recomendações
Projecto Rios - Ribeira de Barcarena
O que é o Projecto Rios?
O Projecto Rios, criado em Espanha pela “Associació Habitats para Projecte RIUS Catalunya”, é um projecto de inspecção de rios que permite, a todas as pessoas que o desejem, aproximarem-se e observar atentamente o rio, numa perspectiva de monitorização.
Porquê na Ribeira de Barcarena?
Devido a vários factores sócio-económicos a região de Oeiras, Cascais e Sintra, nos últimos anos, ficou densamente povoada trazendo alguns problemas de equilíbrio Homem-Natureza. Especificamente na Ribeira de Barcarena, tais fenómenos são claramente visíveis.
Actualmente a Ribeira de Barcarena tem alguns problemas; uns fáceis de percepção como o cheiro e a cor da água ou como a má utilização das margens, outros de ordem mais técnica, como a utilização dos leitos de cheia ou como os preocupantes indicadores físico-químico e biológicos da qualidade da água.
A acção desconcertada do Homem desenvolveu inúmeras agressões ao meio ambiente que, consequentemente, desenvolveu inúmeras agressões a si mesmo. Torna-se, então, coerente, numa perspectiva da reversibilidade, o Homem contribuir para o seu bem-estar a partir do renovado equilíbrio Natureza-Homem.
Entidades envolvidas
Assim, surge, com grande pertinência, a realização do “Projecto Rios” na Ribeira de Barcarena numa implementação realizada por toda a comunidade interessada, integrada nos Objectivos Fundamentais de Políticas de Gestão de Recursos Hídricos do Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Tejo com a Organização Missanga como entidade promotora, em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP)/Projecto Rios.
Actividades
No dia 31 de Março de 2007 decorreu a primeira saída de campo. Foi uma saída de caracterização geral com o objectivo de seleccionar um troço de 500m para estudo de pormenor. O percurso pressupôs uma caminhada junto às margens da Ribeira entre a Fábrica da Pólvora e a praia de Caxias, local onde desagua a Ribeira.
No dia 19 de Maio de 2007 decorreu a primeira saída de caracterização de pormenor, num troço de 500m entre a rotunda de Barcarena (quem vai para Leceia) para jusante. A caracterização foi desenvolvida analisando os seguintes tópicos: Ilustração do esquema do troço; Hidrogeomorfologia; Ecossistemas: Fauna e Flora; Macro invertebrados; Caracterização Físico-Química e inspecção de colectores; e Ambiente e Património Cultural.
No fim dos trabalhos de campo, com todos os participantes, foram realizadas as conclusões e avaliação finais. O relatório referente ao ano meteorológico 2006/07 pode ser consultado em ProjectoRios.RibBarcarena2006/07.pdf. As fotografias das actividades do ano meteorológico 2006/07 estão disponíveis aqui (31 de Março) e aqui (19 de Maio).
Ainda referente ao ano meteorológico 2006/07, a Organização Missanga esteve presente no I Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos e Galiza, entre os dias 24 e 27 de Setembro, em Santiago de Compostela, Espanha, através da publicação do artigo, em parceria com a FEUP, "O envolvimento da população na reabilitação de um rio urbano (Barcarena - Oeiras)".
No ano meteorológico de 2007/08 que já iniciou, decorreu no dia 27 de Outubro a primeira actividade do Projecto Rios - Ribeira de Barcarena, a 2ª saída de pormenor / formação, com cerca de 40 participantes. As fotografias estão disponíveis aqui. O relatório pode ser consultado aqui. A saída de caracterização geral do troço montante da ribeira de Barcarena decorreu no dia 1 de Dezembro. As fotografias estão disponíveis aqui.
Para este ano meteorológico estão ainda previstas as seguintes actividades:
- 3ª saída de pormenor / formação no âmbito da gestão da qualidade da água em recursos superficiais (Abril / Maio de 2008);
- Elaboração do livro "A Bacia hidrográfica da Ribeira de Barcarena". "
Retirado de/ver mais em: http://missanga.org.googlepages.com/projectoriosbarcarena
A Gruta de Colaride

A gruta e o barranco
A gruta de Colaride
Gruta de Colaride, também denominada Gruta dos Mouros, Fojo dos Mouros, Algar, etc.
Situada no limite Este da cidade do Cacém, na zona industrial a sul da fábrica de gás Flaga. Encontra-se à cota de 180 m. Esta cavidade possui 4 poços sendo o maior de 12 metros; dos restantes, dois tem uma profundidade de cerca de 7 metros e o terceiro de 4 metros. No fim do primeiro poço existe um sifão temporário. Por perto, existem várias pedreiras e parece que durante a sua laboração descobriram mais uma gruta, que terá sido destruida ou tapada, mas existe escassa informação sobre ela.
Decidi incluir esta gruta (e tudo o que a ela está ligado) aqui no blog da Ribeira das Jardas devido à sua grande importância hídrica, geológica, espeleológica, histórica, arqueológica, ecológica, ambiental, desportiva, cultural, etc.
Através do que pesquisei na net, fiquei a perceber que esta é uma das grutas mais importantes da região.
Porquê (segundo a minha opinião):
1º - Recolhe as águas pluviais da zona de colaride e vai conduzi-las até à Ribeira das Jardas.
2º - Através da poluição resultante das descargas que fazem para o barranco que entra na gruta, esta torna-se um foco de poluição para a Ribeira das Jardas (parece que um dos seus grandes poluidores era ou ainda é a fábrica de gaz Flaga que fica junto à gruta, através do despejo de poluentes à base de óleos queimados).

Saída do esgoto
3º - Está integrada num sistema ecológico com fauna e flora muito interessantes, sendo que só a gruta em si era (não tenho a certeza se ainda é) um refúgio para morcegos.
4º - Pertence a um sistema geológico muito interessante, sendo que poderia ser melhor explorado para a prática de espeleologia.
5º - Está integrada num contexto histórico e arqueológico importante.
6º - É um local que pode vir a ser excelente para a prática desportiva, sendo que já existe imensa gente que gosta de vir para Colaride andar de bicicleta, correr, passear a pé, etc.

Actualmente e segundo parece, a gruta estará a ficar “entupida” pelos sedimentos que nela são depositados.
Das várias imagens que encontrei na net, a entrada da gruta parece estar limpa e a descoberto, mas numa visita recente ao local, pude verificar que a entrada da gruta e o barranco que para ela corre, encontram-se completamente amatagados e todo o local está coberto por uma densa muralha de vegetação. Consegui no entanto descortinar a entrada do esgoto, que continua ainda a correr.
Da minha visita a Colaride, fica ainda o registo de que este local se encontra a ser usado como depósito de lixo, ferro-velho, lixo de obras, etc.
A titulo de curiosidade, pelas minhas pesquisas encontrei um artigo do Diário de Notícias publicado no Arqueólogo Português, na biblioteca do IGESPAR (antigo IPA, Instituto Português de Arqueologia), que trata da suposta “descoberta” de uma gruta em Colaride.
Fica aqui a transcrição:
“ Uma gruta em Colaride (Agualva-Cacém)
Em Colaride, perto de Agualva-Cacém, nos terrenos do Prazo Foreiro, apareceu recentemente uma gruta. Três estudantes, João José Campos de Almeida, João Maria das Neves Leitão e Alexandre Morgado, resolveram efectuar ali uma prospecção. Munidos de material apropriado iniciaram a visista, tendo oportunidade de observar a existência de uma antiga ribeira formada pela infiltração de águas pluviais e de uma nascente.
A gruta deve ter sido também utilizada como necrópole, uma vez que nela foram encontradas sepulturas contendo algumas ossadas, acompanhadas de alguns objectos. O local apresenta uma galeria principal com cerca de 90 cm de altura e 20 metros de comprimento. Esta galeria termina por uma bifurcação constituída por outras galerias mais pequenas. A do lado direito é formada por uma sala desigual, com altura de 3 metros, apresentando uma chaminé cónica. Desta galeria segue, depois, um corredor com 80 cm de altura e 2 metros de largura. A profundidade neste local atinge 12 metros. Há ainda uma terceira sala com dimensões menores, cheia de água.
A cinquenta metros da saída da gruta encontra-se um grande bloco de pedra com seis metros de comprimento por dois de largura, apresentando sulcos originais pelo constante bater da água.
A gruta de Colaride merece uma visita dos entendidos para estudo e descrição mais perfeita.
Diário de Notícias de 20-3-1968 “
Este artigo foi encontrado no seguinte livro:
O arqueólogo português. - Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia. - S. 3, vol. 2 (1968), p. 191-192

Interior da gruta
Assim, fica aqui o sumário das minhas pesquisas pela net.
É de referir o trabalho da Associação Olho Vivo, do projecto do Parque de Colaride e a Associação dos Espeleólogos de Sintra
Alguns links importantes:
http://colaride.no.sapo.pt/
http://www.olho-vivo.org/
http://www.aesintra.org/
http://www.ippar.pt/
http://www.ipa.min-cultura.pt/
Em baixo encontram-se os excertos mais importantes, bem como os links de onde a informação foi retirada.
“A Gruta de Colaride abre-se nos calcários Albianos-Cenomanianos (Cretácico), no Alto de Colaride. Trata-se de um colector natural de águas de escorrência, que se desenvolve numa extensão de cerca de 200m e atingindo um desnível da ordem dos 30m de profundidade.
Na realidade, para além das galerias conhecidas, o seu desenvolvimento está associado a evolução da rede cársica, por onde se escoam as águas que ela recolhe e que conduz para níveis inferiores, ressurgindo parte delas na Ribeira de Barcarena, perto da fábrica Cambournac.
A mais antiga referência a esta gruta data de 1463, sendo então referida como «Algar». Nos finais do século XIX, aparecem algumas menções à sua existência, no contexto de diversas intervenções arqueológicas nos terrenos adjacentes que revelaram várias ossadas humanas e objectos de adorno, datados, por Leite de Vasconcelos, da Época Romana.
Já na segunda metade do Século XX, iniciam-se as explorações espeleológicas da gruta. Estas explorações surpreenderam os espeleólogos, não só pelas dimensões que apresentava em calcários daquele género, como também pelo inesperado aparecimento de galerias verticais.
Os estudos, então desenvolvidos, revelaram ainda a existência de uma colónia de morcegos, bem corno a importância das argilas de grande pureza, tidas como de excelente qualidade medicinal.
A partir de meados da década de 70, começaram a surgir os primeiros sinais de degradação e contaminação do complexo subterrâneo, pela ocorrência de descargas de efluentes industriais e domésticos para o seu interior. Na realidade, junto ao sumidouro natural, desemboca uma conduta de águas pluviais, o que só por si não representa qualquer ameaça. Pelo contrário, ela ajudaria à manutenção da sua função de colector, não fosse a utilização abusiva da rede através da ligação ilegal de efluentes não tratados previamente.
Este facto veio subverter por completo a sua função, pois transformou a gruta num veículo de poluição subterrânea, tão prejudicial ao ambiente e mesmo à saúde pública. Tratando-se de uma zona onde ainda predominam as pequenas quintas e hortas familiares, a captação no subsolo de água para regas, estará, por sua vez, a contaminar as culturas com substâncias nocivas e altamente prejudiciais. Assim, a descontaminação das águas que para ali se encaminham, é uma prioridade absoluta, não podendo mais ser negligenciada. “
Texto de: Paulo Marques - Espeleólogo da Associação dos Espeleólogos de Sintra
Retirado do seguinte site: http://colaride.no.sapo.pt/geologia/gruta.html
Geologia
“ A Região de Colaride, na área a proteger, do ponto de vista da respectiva constituição geológica, estende-se por terrenos do Cenomaniano médio (Cretácico, com cerca de 95 a 97 milhões de anos), de natureza essencialmente carbonatada. Com efeito, as rochas mais frequentes sâo calcários mais ou menos margosos e argilosos, de tonalidade esbranquiçada e amarela, bem estratificados. Entre os fósseis mais frequentes destacam-se foraminiferos (Praealvolina iberica, Praealvolina cretacea, Pseudocyclamina rugosa, etc.) e alguns macrofósseis de bivalves (Exogyra pseudoafricana), gasterópedes (Pteroceras incerta) e raros equinideos.
Para sul, esta série passa ao Cenomaniano superior, com calcários de rudistas (Caprinula e Sauvagesia), gasterópedes (Nerinea) e amonites (Neolobites vibrayeamus), que passa superiormente as formações basálticas e piroclásticas (tufos) do Complexo Vulcânico de Lisboa (72 MA).
Os calcários do Cenomaniano são atravessados por estruturas intrusivas filomianas ou em chaminé, onde ocorrem basaltos e outras rochas microgranulares. Numa destas ocorrências existiu uma pedreira para extracção de brita basáltica, hoje desactivada, que constitui um bom documento deste tipo de manifestações magmáticas. ”
Texto de: Prof. Galopim de Carvalho - Universidade de Lisboa. Museu Nacional de História Natural.
Retirado do seguinte site: http://colaride.no.sapo.pt/geologia/main_geol.html
Plantas da Gruta de Colaride encontradas na net:


Foram também descobertos alguns corredores e galerias de grandes dimensões que segundo documentos já foram designados com nomes como Sala das Lamas ou Sala do Túmulo.
Curiosamente a gruta mais importante do distrito de Lisboa, onde foram encontrados em 1898 pelo arqueólogo José Leite de Vasconcelos alguns objectos de bronze e bocados de argamassa da época romana encontra-se abandonada.”
Retirado do site: http://www.cacempolis.pt/conteudo.php?id=1410&m=4
“ O "Sítio Arqueológico de Colaride" ocupa uma área consideravelmente extensa ao longo de uma plataforma localizada num esporão sobranceiro à rib.ª dos Ossos, de onde se desfruta de uma excelente visibilidade sobre a paisagem envolvente. Perfeitamente integrada no movimento generalizado de emergência dos estudos arqueológicos verificado em todo o continente europeu, e numa altura em que se aproximava um dos eventos que mais promoveria, institucional e popularmente, a Arqueologia em Portugal, a referencial IX sessão do Congresso Internacional de Anthropologia e Archeologia Pre-historica (CIAAP), realizada em Lisboa no ano de 1880, a investigação deste arqueossítio ter-se-á iniciado na segunda metade dos anos oitenta do século XIX. Com efeito, as primeiras notícias relativas a esta área arqueológica foram reportadas pelo conhecido engenheiro militar e geólogo Carlos Ribeiro (1813-1882), então ao serviço da Commissão Geológica de Portugal, tutelada pelo Ministerio das Obras Publicas, Commercio e Industria, uma tendência que seguia, no fundo, a tradição observada além fronteiras onde, mercê das características inerentes às suas responsabilidades profissionais, coubera essencialmente, e numa longa primeira fase, a geólogos e engenheiros militares a identificação de vários sítios arqueológicos, designadamente pré-históricos. Não surpreenderá, por isso, que Carlos Ribeiro, naturalmente mais atento aos materiais pré-históricos, registasse, então, a presença, no local, de instrumentos de sílex, que considerou pertencerem a quatro oficinas de talhe diferenciadas, que terão utilizado, para o efeito, a matéria-prima existente na região (COELHO, 2002, p. 278). Identificou, por conseguinte, uma estação paleolítica, conhecida na bibliografia nacional por " Casal de Rocanes". Entretanto, 1898 marcaria uma nova etapa na História da investigação do sítio, graças à execução de alguns trabalhos agrícolas, que colocaram a descoberto vestígios de uma necrópole romana, a par da entrada da própria gruta natural existente no local, ambas prospectadas por naturalistas britânicos e pelo director do Muzeu Ethnologico Portugues, José Leite de Vasconcellos (1858-1941). No conjunto, estes episódios suscitaram o interesse generalizado da comunidade científica nacional, motivando, em 1915, a deslocação de Paul Choffat ao sítio, onde recolheu alguns artefactos posteriormente conduzidos para o actual Museu Nacional de Arqueologia. De entre eles, sobressaiu, pela notoriedade e raridade em território nacional, um molde de foice, designadamente pelo facto de confirmar, de algum modo, a existência de uma metalurgia autóctone do bronze, defendida por alguns autores desde o segundo quartel do século anterior. Embora regularmente visitada por especialistas e curiosos ao longo de novecentos, o passo seguinte dado rumo a um melhor conhecimento da área ocorreu já nos anos setenta do século XX, com o surgimento de diversos fragmentos de cerâmica (nomeadamente terra sigillata) e de material de construção romanos, como tegulae e imbrices, que apontavam para a existência, no local, de um aglomerado habitacional do mesmo período, enquanto se confirmava a presença de uma área sepulcral (vide supra). Um facto que confirmava, no fundo, e como em tantos outros casos, a reutilização simbólica dos mesmos espaços e/ou suas imediações por diferentes comunidades ao longo dos tempos, sobretudo quando as condições cinegéticas eram suficientemente favoráveis para a justificar. Enquanto isso, os trabalhos executados para instalação de uma rede de gás natural na região, já na década de noventa, permitiu identificar uma pedreira explorada a céu aberto durante o mesmo período ocupacional. Alguns materiais recolhidos durante as escavações, encontram-se presentemente em depósito no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas. [AMartins]
Bibliografia
Título: "Estudo preliminar da pedreira romana e outros vestígios identificados no sítio arqueológico de Colaride ", Revista Portuguesa de Arqueologia
Local: Lisboa
Data: 2002
Autor(es): COELHO, Catarina
Título: "La fin de l'Age du Bronze dans le Centre-Portugal", O Arqueólogo Português
Local: Lisboa
Data: 1983
Autor(es): COFFYN, André
Título: Estudos pré-históricos em Portugal. Notícia de algumas estações e monumentos pré-históricos
Local: Lisboa
Data: 1980
Autor(es): RIBEIRO, Carlos
Título: "Sítio Arqueológico de Colaride ", O Arqueólogo Português
Local: Lisboa
Data: 1968
Autor(es)
Título: "Sur un moule pour faucilles de bronze provenant du Casal de Rocannes", O Arqueólogo Português
Local: Lisboa
Data: 1916
Autor(es): FONTES, Joaquim "
Retirado do Site: http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=155895
FAUNA DE COLARIDE
Flora
Nome comum - Zambujeiro (oliveira brava)
Nome comum - Sobreiro
É possível ver mais pormenores no seguinte site: http://colaride.no.sapo.pt/flora/index.html
Como chegar a Colaride:
http://colaride.no.sapo.pt/localizacao/index.html
terça-feira, 27 de maio de 2008
Fauna e Flora da Ribeira das Jardas - Parte 2
Cana comum (Arundo donax)
Margens de cursos de água doce, sebes de campos agricolas, muito utilizada em zonas de grande intensidade do vento para protecção das culturas.
Distribuição geográfica:
Originária do Sul da Ásia, introduzida em todo o mundo e presente de Norte a Sul de Portugal.
Observações: Espécie invasora, que frequentemente causa graves impactos na flora ribeirinha autóctone.
Silvas, Silvado (Rubus ulmifolius)
Caracterização morfológica:É um arbusto, vivaz, com compridos caules arqueados e munidos de acúleos pontiagudos. Os rebentos, turiões, são robustos, angulosos e também armados de acúleos robustos, recurvados (falcados), pilosos.Folhas imparifoliadas, 3-5 folíolos pequenos, peciolados, serrados, com o folíolo terminal ovado e longamente peciolulado, página inferior esbranquiçada.As flores, levemente rosadas ou menos vezes brancas, são hermafroditas com 5 sépalas aciculadas e 5 pétalas enrugadas, estames e carpelos ¥ (indefinidos). Floração – Maio a Agosto. Os frutos, as deliciosas amoras silvestres, são múltiplos de drupéolas, coerentes, vermelhas tornando-se pretas quando maduras. Estes frutos são de grande importância como aliemento para diversos animais, como os pássaros.
Habitat:
Ocorre em matos, bosques, clareiras ou formando sebes, locais de alguma humidade como à beira de cursos de água e nitrófilia (higro-nitrófila).
Distribuição:
Encontra-se difundida por todo o país.
Eucalipto (Eucalyptus globulus)
Taxonomia:O Eucalipto Eucalyptus globulus é uma angiospérmica dicotiledónea, também denominada uma folhosa. Pertence à ordem das Mirtale, família das Mirtáceas, género Eucalyptus, sendo a espécie Eucalyptus globulus a mais comum e economicamente importante em Portugal. Existem em todo o mundo cerca de 600 espécies diferentes de eucalipto. Esta que predomina em Portugal é originária da Tasmânia e Austrália.
Descrição:
Árvore de grande porte, com uma altura que pode atingir os 70 - 80 m em árvores adultas velhas. O tronco é alto e recto se a árvore estiver inserida num povoamento florestal. A casca é lisa, cinzenta ou castanha. As folhas são persistentes e têm forma e aspecto diferentes conforme a árvore está numa fase de crescimento juvenil ou adulta. As folhas juvenis são sésseis, de forma ovada, cor glauca e com inserção, no ramo, oposta. As folhas adultas são alternadas, longas e lanceoladas, tendo um pecíolo comprido e cor verde brilhante. As flores são grandes, sésseis e de cor branca. Os frutos são cápsulas lenhosas.
Distribuição Geográfica:
Originário da Austrália e Tasmânia. Foi introduzido em Portugal em meados do século XIX. Existe igualmente em Espanha e em França.Em Portugal, prefere regiões litorais e de baixa altitude, inferior a 700 m.
Condições ambientais:
Prefere climas temperados húmidos. Suporta mal o ensombramento. Tolera bem todos os tipos de solos, com excepção aos calcários. Resiste bem ao encharcamento e mal ao vento.
Propagação:
Propaga-se por semente e por estaca, em estufa. Quanto se corta um eucalipto, volta a rebentar por toiça nascendo cerca de três a quatro varas; são chamados os povoamentos de 2ª rotação.
Curiosidades:
A esta espécie de Eucalipto foi dado o nome de globulus em virtude dos seus frutos lembrarem os antigos botões do vestuário.Devido às condições ecológicas excepcionais que esta espécie pode encontrar entre nós, existem muitos exemplares de grande porte, os maiores dos quais ultrapassam os 10 metros de perímetro à altura do peito.
Espécie invasora. As suas poderosas raízes podem afectar outras espécies e a nivel arqueológico, podem provocar graves danos no património.
Utilizações:
As sua principal utilização é a produção de madeira para pasta celulósica. As suas flores são também muito procuradas pelas abelhas para produção de mel.As folhas de Eucalyptus globulus possuem um óleo essencial denominado cineol ou eucaliptol que tem propriedades balsâmicas e antissépticas. É empregue, na forma de infusão ou de rebuçados, contra bronquites e catarros. Alternativamente, é possível ferver um conjunto de folhas em água, e inalar os vapores, com uma toalha na cabeça. (Fonte:Naturlink)
Melro-preto (Turdus merula)
Identificação e caracteristicas:O Melro-preto (Turdus merula) é uma das espécies mais típicas e abundantes da nossa fauna, sendo conhecida pela generalidade das pessoas. Uma das razões que justificam a sua popularidade é a conspicuidade da sua plumagem, com particular destaque para os machos: plumagem integralmente de cor negra e com um bico alaranjado de tons vivos. As fêmeas são normalmente de cor castanha escura, apresentando uma maior variação de cores. O peito, a barriga e os flancos são normalmente malhados e a garganta é mais clara que o resto da plumagem. O bico não apresenta as cores vistosas dos machos.
Distribuição:
É uma das espécies mais abundantes da avifauna europeia e portuguesa, tendo sido introduzida em muitos outros locais (e.g., Austrália, Nova Zelândia). No Atlas das Aves que Nidificam em Portugal Continental (Rufino, 1989) foi uma das poucas espécies registadas em todas as folhas de registo. Aparentemente é comum tanto no Norte, como no Sul do País.
Estatuto de conservação:
É uma espécie não ameaçada em Portugal. Em termos europeus apresenta um estatuto de conservação favorável, sendo englobada na categoria SPEC 4 (SPEC corresponde a Species of European Conservation Concern – espécies que suscitam preocupações de conservação a nível europeu) pelo facto da população europeia ser relevante em termos mundiais.
Habitat:
Em Portugal o Melro frequenta uma enorme diversidade de habitats, como uma grande variedade de sistemas florestais e agro-florestais, pomares, jardins, parques, zonas de culturas agrícolas com sebes vivas, zonas arbustivas de toda a natureza, desde que sejam relativamente densos, áreas de matos, zonas húmidas com sebes vivas, entre outros. É apenas mais escasso nas áreas mais secas e com pouca vegetação arbórea ou arbustiva do interior do país.
Alimentação:
A sua alimentação é composta por numerosos insectos, anelídeos e uma grande variedade de frutos silvestres e cultivados. Os invertebrados são normalmente capturados no solo, entre a manta morta dos bosques, em relvados ou em prados. São, todavia, bastante eclécticos, podendo comer pequenos peixes, tritões, girinos, lagartixas, pequenos micromamíferos, como musaranhos, entre outros.
Reprodução:
Os melros podem realizar duas ou três posturas por ano, sendo a primeira normalmente nos meses de Março ou Abril. Os ninhos são construídos relativamente perto do solo e geralmente num arbusto. As posturas são compostas por 3 a 4 ovos, mais raramente por 2 ou 5 ovos. O número médio de ovos na segunta e terceira postura é de 4 ovos. Os ovos apresentam as dimensões aproximadas de 29,5 mm x 21,5 mm, sendo de uma cor verde-suave ou verde-esverdeado, com manchas ou pontos avermelhados cor de ferrugem. São incubados durante um período que varia entre os 13-15 dias, na sua grande maioria pela fêmea. Os juvenis são alimentados durante as duas semanas que permanecem no ninho, a que se adiccionam mais duas semanas.
Movimentos:
Em Portugal é uma espécie residente. Na Europa as populações das regiões mais setentrionais são migradoras e as meridionais são sobretudo residentes. Na Península Ibérica o número de efectivos presentes é acrescido durante o Inverno por indivíduos migradores, que invernam neste território durante o período compreendido entre Outubro e Março.
Curiosidades:
O Melro é uma ave pouco gregária e mesmo durante o Inverno não é frequente observar mais de um ou dois exemplares juntos. Contudo, em alguns locais da sua área de distribuição (por exemplo, na Ilha do Corvo, no Arquipélago dos Açores) é frequente observar esta espécie em pequenos bandos, que se alimentam nos pastos agrícolas aí existentes. (Fonte: Naturlink)
Minhas observações:
É normal quem passeia pelo parque observar estes pássaros a voarem para o leito seco da ribeira, apanharem bichinhos e voarem de volta para a segurança das árvores.
Por hoje é tudo. Amanhã há mais.
Mapa da Bacia Hidrográfica da Ribeira das Jardas
Aqui fica ele:
Bacia Hidrográfica
O território do concelho de Sintra encontra-se parcialmente englobado pelos Planos de Bacias Hidrográficas das Ribeiras do Oeste (73%) e do Tejo (27%).Entende-se por bacia hidrográfica as porções de território drenadas por um curso de água ou por um sistema interligado de cursos de água, os quais transportam, além de água, sedimentos, materiais dissolvidos e nutrientes vários até um ponto comum: a desembocadura ou a secção de referência da bacia.No concelho de Sintra existem 11 bacias hidrográficas, das quais 3 estão totalmente inseridas no concelho.As restantes bacias pertencem ao concelho de Sintra e ao concelho de Mafra, a norte, ao concelho de Oeiras e Cascais a sul, e ao concelho de Loures a este.Existem ainda pequenos cursos de água que drenam directamente para o oceano atlântico, dos quais se destacam a Ribeira do Cameijo, que nasce a NW da Várzea de Sintra e tem a sua foz na praia das Azenhas do Mar.
Bacia Hidrográfica a que pertence a Ribeira das Jardas
A Ribeira de Barcarena inclui a Ribeira da Jarda, que passa na malha urbana do Cacém, e a Ribeira dos Ossos que desagua na praia de Caxias, em pleno concelho de Oeiras. O seu curso de água é o mais comprido das ribeiras que afluem ao estuário do Tejo, percorrendo um total de 19,2 km. A Ribeira de Barcarena nasce a 310 m de altitude, a sul da povoação de Almornos numa área ainda com características rurais, onde se observam campos agricolas.
A área da sua bacia é de 33.6 Km2, ocupando um perímetro de 45.2 Km. A forma da bacia é alongada e estreita. Cerca de 10% da área da bacia hidrográfica, no concelho de Sintra, é urbanizada. No troço a jusante da Abelheira até ao limite do concelho, a ribeira encontra-se ladeada por edificações que nascem a menos de 25m do curso de água principal. Na secção do curso de água junto a Mira-Sintra, na Quinta de Fitares podemos encontrar uma zona da ribeira meandrizada, onde ainda é possível observar-se algum porte arbóreo junto ao curso de água.
Fonte: Plano Municipal de Ambiente, Empresa Nemus, Gestão e Requalificação Ambiental, LDA
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Fauna e Flora da Ribeira das Jardas - Parte 1
O Pato-real mede cerca de 55 cm de comprimento, o que o torna numa ave facilmente identificável em voo, com o seu corpo robusto e asas ligeiramente arredondadas. Plumagem: O macho tem a cabeça verde, colar branco no pescoço, peito cor de ferrugem e o resto do corpo acinzentado. A fêmea tem tom uniforme acastanhado. Os juvenis assemelham-se às fêmeas adultas. O voo do pato-real é relativamente rápido, sendo muito característico desta espécie o assobio das asas durante o voo. A parte superior do corpo é bastante colorida, sobressaindo os tons azul esverdeados da cabeça no macho. A parte inferior é de um modo geral clara, excepto o peito que é castanho avermelhado. A cauda é curta e termina com 2 ou 3 penas enroladas para cima. O bico é amarelo, de comprimento médio e achatado.Habitat: Encontra-se em todos os tipos de zonas húmidas, particularmente nos estuários. Quanto à nidificação, os habitats de localização do ninho podem ser variadíssimos.
MOVIMENTOS/MIGRAÇÕES: As populações da bacia mediterrânica são fundamentalmente residentes, com dispersões frequentes após a época de nidificação. Esta ocorre cedo, a partir de Fevereiro, e as ninhadas ficam a cargo das fêmeas. Os machos dispersam-se e iniciam a muda. No Verão e início do Outono verificam-se grandes concentrações destas aves, começando no final do Outono e Inverno o acasalamento e dispersão novamente pelas áreas de nidificação.
Alimentação: É uma espécie omnívora e oportunista, com uma vasta variedade na sua dieta e tipo de alimentação. A diversidade do comportamento alimentar permite o uso diverso de habitats variados, o que também se reflecte na lista extensa de alimentos já registados para a espécie. Entre outros, contam-se plantas aquáticas, cereais, leguminosas, insectos, moluscos, peixes, etc.
Reprodução/POSTURAS: São compostas por 9 a 13 ovos. O ninho consiste numa ligeira depressão com ervas, folhas e por vezes alguns ramos, sendo construído pela fêmea. INCUBAÇÃO: Dura cerca de 27 a 28 dias. CRIAS: São nidífugas e alimentam-se sozinhas, demorando 50 a 60 dias. Estudos realizados no Norte da Europa demonstraram taxas de eclosão de 52,7 por cento a 83,1 por cento e uma média de 7 crias emplumadas por ninhada.
Não é raro o dia que se vêem as pontes que atravessam a ribeira, cheias de pessoas a observarem as familias de patos.
Uma ave com cerca de trinta e três centímetros que habita pantanos,charcos,lagos e rios com margens ricas em vegetação.É uma ave tímida e muito activa,que emite um grito de aviso e mergulha quando se sente ameaçada.Alimenta-se de algas,bagas e frutos,ocasionalmente de insectos e vermes.Constrói o ninho com matérias vegetais em canaviais ou na vegetação sobre a agua onde faz uma postura que vai de cinco a onze ovos que são incubados por ambos os membros do casal.Os juvenis nascem decorridos cerca de vinte dias e começam a nadar nas primeiras horas de vida. Minhas observações:
Genero de pequena lapa de água doce. Tratam-se de gastrópodes pulmonados da familia Ancylidae. Encontra-se frequentemente a pastar algas em cima de rochas ou por baixo destas.
Rã-verde ou Rã-comum, Rana perezi, é o anfíbio mais abundante e fácil de observar em Portugal. Geralmente não ultrapassa os 7 cm de comprimento. Possui olhos proeminentes, próximos entre si, com pupila horizontal. Os tímpanos, situados atrás dos olhos, são bem visíveis, o que a distingue da Rã-ibérica (R. ibérica). Os membros posteriores são compridos e com membrana interdigital bem desenvolvida. Distingue-se facilmente da Rã-de-focinho-ponteagudo (Discoglossos galganoi) porque os membros posteriores, quando esticados na direcção do focinho o ultrapassam. A coloração dorsal é esverdeada ou acastanhada (por vezes surgem exemplares muito escuros) com manchas escuras de disposição irregular. Tem duas pregas glandulares muito marcadas dorso-lateralmente e com frequência possui uma linha vertebral verde clara. Ventralmente é esbranquiçada com manchas cinzentas de tamanho variável.
Espécie de grandes dimensões e robustez, o seu peso varia entre 200 e 500 g . A distância entre a extremidade do focinho e a base da cauda varia entre 21 e 27 cm e a cauda tem uma dimensão inferior. As orelhas são pequenas, não atingem os olhos quando rebatidas, o focinho é achatado. Os olhos são pequenos. Pelagem da região dorsal escura, castanha-acinzentada por vezes avermelhada na parte posterior, regiões laterais mais claras, região ventral e membros de cor branca acinzentada. Cauda bicolor, mais escura na parte superior. Pelagem áspera. Alimentação: Espécie omnívora, com uma dieta muito variada, devido à sua grande proximidade ao homem, mas tendo preferência por alimentos com teores elevados de proteína e hidratos de carbono. Comem grandes quantidades de cada vez, num total de 25 a 30 g por dia. Não subsistem sem água.
Ribeira das Jardas - Apresentação

Este espaço será pois, dedicado não só a expôr as maravilhas naturais desta pequena ribeira, mas também a mostrar algumas "coisas erradas" que afectam a saúde deste "pulmão verde".




